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Com avanço ucraniano, Ocidente deve ampliar envio de armas a Kiev e imposição de sanções à Rússia (Estadão)

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Sanções ocidentais estão prejudicando severamente as tentativas russas de obter tecnologia militar mais sofisticada e apoio militar amplia chances de sucesso ucraniano

O debate ocidental sobre a invasão russa à Ucrânia pode ser resumido hoje pela contraposição “paz x justiça”. De um lado, prevalece o argumento de que o exército ucraniano dificilmente será capaz de reconquistar o território ocupado pela Rússia. Daí a proposta de que Ocidente pressione o presidente Volodmir Zelenski a iniciar negociações de paz com Vladimir Putin para tentar encerrar o conflito o mais rapidamente possível, aceitando a perda definitiva da Crimeia e de parte de Donbass.

De outro lado, domina a convicção de que Putin não estaria disposto a terminar a guerra, mesmo que a Ucrânia quisesse. Portanto, qualquer cessão territorial hoje incentivaria a Rússia a promover novas invasões no futuro. Assim, a melhor forma de responder à agressão russa é priorizar a Justiça e apoiar a Ucrânia até a Rússia bater em retirada — mesmo que isso venha a causar profunda recessão econômica na Europa.

Dois episódios recentes fortalecem a segunda posição, que defende a continuação ou mesmo a ampliação do suporte militar à Ucrânia, bem como as sanções ocidentais contra Moscou. Um deles refere-se a avanços ucranianos no nordeste do país. O fato representa a maior vitória para Kiev em meses. Estrategistas militares costumam apontar que, para obter ganhos territoriais, as forças no ataque precisam ser pelo menos três vezes maiores que as…

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SOBRE

Oliver Stuenkel

Oliver Della Costa Stuenkel é analista político, autor, palestrante e professor na Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. Ele também é pesquisador no Carnegie Endowment em Washington DC e no Instituto de Política Pública Global (GPPi) ​​em Berlim, e colunista do Estadão e da revista Americas Quarterly. Sua pesquisa concentra-se na geopolítica, nas potências emergentes, na política latino-americana e no papel do Brasil no mundo. Ele é o autor de vários livros sobre política internacional, como The BRICS and the Future of Global Order (Lexington) e Post-Western World: How emerging powers are remaking world order (Polity). Ele atualmente escreve um livro sobre a competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos.

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